Aos amigos ACTS do magistério - sobre a greve em sc

Tenho acompanhado a greve do magistério em SC desde seu início, e, por intermédio de meu amigo e professor Cássio, tenho atualizado as informações nesse blog acerca do movimento.

Pela força da palavra coletiva eu ainda não havia sentido a necessidade de me pronunciar diretamente sobre o assunto. No entanto, com os acontecimentos dos últimos dias, algumas palavras, acredito eu, serem necessárias.

Dirijo a palavra diretamente aos meus amigos que trabalham como professores contratados pelo Estado por tempo determinado, rotulados, muitas vezes pejorativamente como ACTS.

No comunicado apresentado ontem pela Secretaria Estadual da Educação de Santa Catarina, apresenta-se parcialmente a proposta que foi levada aos representantes do magistério nessa segunda-feira (23-05) onde, já neste mês de maio, nenhum professor do Estado de Santa Catarina ganhará menos que R$1.683,00 por mês na jornada de 40 horas semanais. Com certeza essa é uma melhora substancial no salário dos professores contratados ainda não habilitados, peço aos mesmos que verifiquem a folha de pagamento esse mês e vejam se lá consta o valor de R$1.683,00.

Mas o real pedido que venho fazer nesse texto é que os professores que possivelmente terão um aumento no salário, não abandonem seus colegas e as demais reivindicações da educação. Este é o momento para continuarmos pensando na classe como uma coletividade, não nos deixemos levar pelo individualismo, pois isso enfraquece a classe e fragiliza nossa representação.

O governo suspendeu as negociações com o magistério impondo que a greve acabe imediatamente para depois continuar o diálogo. Tal posição conta com o pensamento individualista das pessoas.

Isso se mostrou sem êxito nas assembléias regionais dessa terça-feira (24/05), onde os professores ACTS compareceram em grande número e reafirmaram sua posição solidária aos seus colegas efetivos.

Diante do que expus a vocês, meus amigos, peço mais uma vez que se mantenham firmes junto à posição da categoria de manter a greve até que o governo dialogue respeitosamente com todos os níveis do magistério.

Lembremos sempre da política de pão e circo e que estamos lutando por conquistas em longo prazo que são coletivas, e, não por mediadas paliativas que afetam somente parte da categoria dos professores.

Se nós, ACTS, tivermos algum tipo de aumento este mês, tal fato não se deve por causa de um ou de outro, foi pela força de nossa coletividade e é pela coletividade que nos manteremos em greve.

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