Ensinar filosofia ou ensinar a filosofar

Como deve ser as aulas de filosofia?

Está é uma pergunta que acompanha todos os professores quando iniciam sua carreira no magistério, a dúvida é saber o que fazer com os conteúdos propostos. Diante desse impasse, ao longo dos anos o professor tenta diversas metodologias em suas aulas que faz elas se aproximarem mais da história da filosofia ou do ensino religioso, por exemplo, a tentativa de ensinar filosofia, transforma muitas vezes o professor em um pregador, um visionário moralista, e seu papel de "incomodar" para causar a dúvida, a curiosidade, no entanto acaba trazendo mesmo um desconforto para a sala de aula, tanto para o professor quanto para os alunos.

Quando o desconforto ocorre o professor se pergunta o que está dando errado, será a metodologia que quase sempre culpamos a causadora desse mal?  Talvez o problema seja a nossa tentativa de separar o ensino de filosofia do filosofar e de sistematizar demais os passos que ocorrerão na sala de aula, algumas coisas não podemos prever, diante delas a criatividade e a articulação da linguagem com o saber pode muito nos auxiliar.

Portanto uma aula bem elaborada pode muito ajudar, mas ela só terá um bom proveito se não esquecermos da subjetividade que acompanha o homem e a filosofia, não há um resultado certo, não há um produto acabado, isto é filosofar, sempre acrescentar, discutir, rever, duvidar.

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