Todo mundo na cotramão da história


Muitas pessoas no mundo já tiveram a sensação que eu experimento todos os dias: de que as pessoas estão na contramão da história (ou estou, não sei ao certo). Acompanho, os blogs de Conteúdo (com "C" maiúsculo mesmo) e vejo a mesma história sendo relatada em muitos lugares, um sentimento de desconforto tomou conta das pessoas, não é um desconforto material, pois muitos que denunciam tal desconforto tem uma condição de vida muito estável.

O desconforto vem da alma mesmo e é uma frustração das pessoas com o caminho que a humanidade tomou, o desejo dos filósofos idealistas de uma sociedade em que todos teriam consciência e saberiam seu papel, não aconteceu, as pessoas vivem no mito, é preciso "desenhar" para que entendam e, às vezes, mesmo com o fato escancarado na sua frente, não conseguem compreender.

Bom seria se o papel do intelectual não fosse mais necessário e a tarefa de interpretar a sociedade fosse desempenhada por todos, porém as coisas não são bem assim, as pessoas caminha cegamente acreditando, vivemos em uma sociedade de crenças muito mais fortes e absurdas do que em qualquer outra época da humanidade, e ainda nos vangloriamos da razão.

Começo a compreender porque Marx disse que a violência é a parteira de toda sociedade velha, prenhe de uma nova, as pessoas andam na contramão seguindo um ritimo sem harmonia alguma, inaudível àqueles que já conhecem uma nova música. Quando se caminha na contramão, e não conseguimos ver, nem que "desenhem" para a gente, às vezes um soco na cara é preciso, um choque, algo que nos faça acordar e perceber a contradição.

O que tenho medo é que quando a humanidade leve esse murro nas fuças, não levante nunca mais.

3 comentários:

Patrícia Lara disse...

Oi, Célio.

De fato, as coisas estão mesmo esquisitas! Essa insatisfação que vc bem explicitou em seu texto eu já senti muitas vezes. Frustração tb! Inseguraça, medo, raiva... tudo. É sempre um misto de sentimentos que nos faz perder as forças de lutar por coisas que se perderam hoje, coisas pequenas, mas tão importantes, como respeitar o próximo, enfim, valores que não vemos mais hoje em dia... afff... sei lá! É difícil, pq eu fico com raiva de mim mesma que olho pra tudo isso e nada faço para tentar mudar alguma coisa. Essa inércia minha e de tantas outras pessoas colabora para que a sociedade fique cada dia mais insuportável de se viver.

(Acho que falei demais) rs Desculpe...

Abraços,
Patrícia Lara

Célio Roberto Pereira disse...

Não falou demais Patrícia, falou o sufiente para traduzir em grande parte o que eu e muitas outras pessoas sentimos em relação ao nosso mundo. O que será que esperamos? O que será que procuramos?

Luiz Bento disse...

O mundo de hoje, por si só se explica. Quando vejo alguém escrevendo no vidro trazeiro de seu carro - "presente de Jesus" eu me estrangulo por dentro e fico me imaginando, o que seria de mim dentro desse contexto de fanatismo religioso e acefalia total. O ser humano visivelmente diferente de um abacateiro ou de uma montanha, poderia pelo menos se restringir a usar os dois com moderação e respeito. Tipo assim, se eu não sei exatamente o que são essas duas coisas, melhor usar, comer e não reclamar (rssss). O problema maior da sociedade portanto está aí em que um minoria se julga proprietária da montanha. Até aí ainda dava pra organizar e aceitar. O problema hoje são as montanhas invadidas de forma desordenada, onde os abacateiros nutritivos, são substituidos por alucinogenos. Bahhhh. A humanidade não merece respeito de uma minoria de si propria. Entenderam??? Rá ... rá... rá... Quero morrer logo, pois não vale a pena uma felicidade sob atritos e flashs de consciencia de um mundo cão. Marx achou o fio da meada e nós até hoje não entendemos merda alguma do que ele encontrou.

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