Fadas - Tatuagens e seus significados

 As fadas como desenhos de tatuagem podem aparecer em traços muito simples ou carregar a presença avassaladora que este símbolo conquistou na cultura pop americana. As fadas na literatura muitas vezes são a personificação dos desejos humanos e suas vontades contidas na forma de pequenas pessoas com poderes mágicos. Como uma tatuagem podem ser símbolos da inocência jovial e um desejo de manter a imaginação, admiração e reverência das crianças.

A própria palavra fada, derivada do latim "fata", sustenta destino. Há na literatura mitológica a utilização de fadas para explicar o funcionamento do destino, com isso, muitas vezes a imprevisível natureza dos dons e decepções que ele carrega. O uso de seres sobrenaturais, que muitas vezes se intrometem nos assuntos humanos em contos de fadas criou um gênero narrativo de histórias que é rica em simbolismo e que põe a nu os desafios psicológicos e sociais que passamos nas fases da infância à idade adulta. A presença da magia faz das fadas, favoritas das crianças e como um projeto de tattoo são um poderoso símbolo da nossa juventude.
O primeiro autor que mencionou as fadas foi Pompônio Mela, um geógrafo que viveu durante o século I d.c. As fadas também são conhecidas como sendo as fêmeas dos elfos. O termo incorporou-se a cultura ocidental a partir dos assim chamados "contos de fadas". Nesse tipo de história, a fada é representada de forma semelhante a versão clássica dos elfos de J.R.R. Tolkien, porém apresentando "asas de libélula" as costas e utilizando-se de uma "varinha de condão" para realizar encantamentos.
Estão associadas ao Culto dos Ancestrais (Culto aos Mortos). Ainda na cultura Etrusca encontramos fadas retratadas nuas, com asas e portando um pequeno frasco de elixir. Segundo a lenda, uma gota do elixir poderia curar qualquer doença, duas gotas revelariam os segredos da Natureza e três gotas transformariam o espírito em matéria ou vice-versa.
Na cultura Celta as fadas surgem somente após a ascensão do cristianismo, depois da ocupação romana. A crença existe desde tempos remotos nos mais diversos países e com diferentes conotações e aspectos. No entanto, um fator que coincide é sua forte ligação com a natureza e em especial árvores e lagos. Por esse motivo, também, são confundidas com seres elementais. Havia duas espécies:

1. Aquelas semelhantes às ninfas e
2. As verdadeiras magas, conhecedoras de ciências secretas, praticantes de sortilégios.
Sua imagem mais comum é a de uma criatura benéfica que protege os de bom espírito. No entanto, na Escócia, são vistas como seres selvagens que habitam florestas com a intenção de “roubar” crianças.
Durante toda a Idade Média foram descritas como seres angelicais, envoltos em melancolia, morando nos bosques sob as árvores, entre grutas e fontes.

Na Irlanda, o povo das fadas é chamado Sidhe. Vivem em uma sociedade onde há monarcas e hierarquia.

Na história do Rei Arthur (da Távola Redonda) vemos a “senhora do Lago”, Nimue, relacionada à proteção de Arthur, de seus ideais e de sua famosa espada.

O culto às fadas, na Sicília medieval, foi documentado pela Inquisição Espanhola e mostra a forte ligação dessas entidades à deusa Diana, chamada “rainha das fadas” pelos italianos. Junto ao lago italiano Nemi existia um templo de Diana. Esse lago era chamado “espelho de Diana” pois do templo podia ser visto o reflexo da lua cheia em sua superfície.

Diz-se que têm repulsa ao ferro. A provável origem dessa crença refere-se à utilização do metal para arar a terra e derrubar árvores, como se o homem violentasse a Natureza. Os domínios das fadas (sua morada) são protegidos rigorosamente. As entradas são secretas e normalmente escondidas em troncos de árvores. Uma noite em seus domínios corresponde a anos na contagem de tempo dos mortais. Aconselha-se a quem ingressar em seu mundo que deixe um pedaço de ferro na entrada evitando assim que se aproximem e fechem a passagem do “invasor”.
Diz-se que as fadas podem fazer milagres, maravilhas, predizer o futuro, transformar. Fazem feitiços e encantamentos mágicos para atrair sorte (quando respeitadas) ou infortúnio (quando maltratadas).

A superstição de “bater na madeira”, para afastar algo ruim, está ligada às Fadas. Essa prática funciona como um “pedido de socorro”, de proteção, a elas que vivem em bosques.

A varinha de condão é sua “ferramenta de trabalho”. Uma luz muito intensa e brilhante é vista na ponta desse objeto, talvez como símbolo da energia positiva canalizada para servir a quem necessite.

A Antiga Mitologia greco-romana tem suas “Três Fadas”. São as Moiras (na Grécia) ou Parcas (em Roma). São filhas de Zeus às quais cabe o destino de todos os seres mortais. Cloto é responsável pelo nascimento e tecido da vida; Láquesis responde pelo tempo de vida; Átropos é quem, com sua tesoura, corta o fio da vida.

Fonte:
http://www.joia-e-arte.com.br
http://www.vanishingtattoo.com
http://wikipedia.org

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