Filosofia, arte e a expressão do sensível - a música Primavera

De vez em quando é assustador o abismo que parece haver entre a arte e a filosofia, a primeira ligada aos sentidos, as particularidades de cada indivíduo; a segunda ligada ao universal, a compreensão do todo.

No entanto diante desse abismo às vezes encontramos a mais tenra das ligações e é possível exprimir pela arte muita coisa da filosofia que na linguagem normativa parece inexprimível. O que seria da razão sem o contraponto das paixões, dos sentidos?

Às vezes a expressão caótica da sensibilidade de um indivíduo pode nos auxiliar na clareza de um conceito dentro da filosofia, uma ideia que na linguagem comum parece ser de difícil expressão, como a ideia de movimento, da percepção que temos dele e como podemos percebê-lo na música "Primavera" por exemplo. Não podemos negar o papel da arte no auxílio à filosofia.

Você consegue perceber a ideia de movimento na música "Primavera"?

Primavera
Tim Maia
Composição: Cassiano / Sílvio Rochael

Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti

Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo, meu amor

Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)

Meu amor...
Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)

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