A imortalidade da alma - "a coisa em si" e outros questionamentos

"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento".
(Platão)

Existem algumas coisas que a gente só vai debater na graduação, ou nem mesmo nela, a minha experiência na faculdade até agora foi pautada nos questionamentos, acredito mesmo que não haja aprendizado sem questionamento, sem contradição e como diz o professor: "sem ler os textos".

Algumas perguntas que fazemos são peculiares porém necessárias, até ontem tinha uma ideia totalmente diferente de Platão, as coisas estavam bem resolvidas em minha cabeça (pensar isso por si só é um erro), foi no Fédon que a coisa mudou, questionei mesmo parecendo a questão estar tão clara a todos os outros colegas. Essa tal da Imortalidade da alma e a "coisa em si" foram duas temas recorrentes em meu pensamento noite passada, a minha cabeça pela manhã doía (ainda continua doendo).

Me questiono como uma coisa tão metafísica pode me incomodar tanto na busca por um entendimento a ponto de superar na ordem de meus pensamentos, as maiores preocupações que tenho com o mundo prático.

Talvez ainda não saiba o que é filosofar, mas acredito estar mais perto desse entendimento quando leio, ouço e questiono do que quando apenas leio e aceito.

Até entendo porque o Bourdieu se bandeou para a Sociologia.

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