Tela da Semana - Mona Lisa


O sorriso enigmático de Mona Lisa que tanto foi reproduzido em outras mídas  e está  exposto no Museu do Louvre, em Paris, ainda hoje causa impacto.


Parte da repercussão que teve a obra se deve ao  próprio Leonardo que era uma personalidade especial, entendia de ciências naturais, ótica, anatomia, engenharia, era músico e além de tudo carismático e belo, segundo os relatos da época.Os livros de história da arte concordam em dizer que a dama florentina pintada no quadro era Lisa Gherardini, esposa de um influente comerciante de Florença, Francesco di Bartolomeo di Zanoli de Gicondo. A obra é chamada por vários nomes: como Mona Lisa, o mais conhecido, uma composição de Madonna que é senhora em italiano, e Lisa; e La Gioconda ou La Joconde devido ao nome de seu marido.

As especulações sobre a composição da obra são as mais variadas. Para alguns, Leonardo pintou a mulher ideal, ou a sua própria mãe; outros dizem que ela era sua amante ou de um de seus mecenas; os traços andróginos do rosto estimulam teorias de que por trás da identidade da Mona Lisa está um auto-retrato do pintor. Lillian Schwartz, pioneira em arte no computador e consultora do Bell Labs, demonstra essa teoria em seu livro The computer artist's handbook , usando computação gráfica para explicar essa idéia.Outra especulação é que Mona Lisa estaria grávida quando posou para o pintor: suas mãos levemente inchadas e o gesto de proteção do ventre típico de gestantes ajuda a teoria.

Segundo Giorgio Vasari(1511-1574), um dos primeiros historiadores da arte, Leonardo convidou músicos, bufões e palhaços na ocasião em que pintava La Gioconda. Não se sabe se foram chamados para divertir a dama que estava entediada e cansada de posar ou se serviriam para inspirar o artista no momento em que idealizava o sorriso misterioso.

Leonardo desenvolveu uma nova maneira de pintar a partir de sua incessante busca pela representação perfeita e com o estudo da natureza e de seus fenômenos. Ele percebeu que não podíamos representar o mundo através de traços duros, porque eles não existem na vida real. Para ele, os contornos só serviam ao desenho, e diante dessas observações, criou o sfumato, palavra italiana que significa fumaça: o conceito é esfumaçar as cores, não utilizar linhas, fazendo a fusão das cores que se transformavam em formas diante dos olhos do espectador. Eram utilizadas várias camadas transparentes de cor, chamadas velaturas, até alcançar o efeito desejado. A forma deveria ser um pouco indefinida para que o observador procurasse defini-la com seus próprios olhos, o que atraía a curiosidade e criava a magia de sua pintura. Na Mona Lisa, essa técnica está presente, principalmente no rosto da dama. Os cantos de seus olhos e de seus lábios foram visivelmente trabalhados como fumaça.

 Fonte:
 Lemos Ingrid. Mona Lisa faz 500 anos. Cienc. Cult.  [serial on the Internet]. 2004  Apr [cited 2010  Mar  31] ;  56(2): 60-62. Available from: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252004000200030&script=sci_arttext

2 comentários:

Patrícia Lara disse...

Olá, Célio.

Cai no seu blog por acaso, pois estava pesquisando imagens do Sêneca e vim parar aqui (e por aqui fiquei um bom tempo!) rs.
Bacana o seu espaço... tem conteúdos interessantes.

Sigo-te.
Abraços,
Patrícia Lara

Célio Roberto Pereira disse...

Olá Patrícia. Que bom que gostou do blog, as coisas são assim mesmo, às vezes por acaso encontramos coisas que gostamos.
Obrigado pela visita e espero sempre te ver por aqui.

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