Documentário - A casa dos Mortos


Alguns curtas e documentários eu sempre gosto de trazer aqui no blog, porque geralmente são produções nacionais e nos colocam em contato com outras realidades, a proximidade dos documentários faz cair por terra a idéia do "outro" como origem dos problemas sociais. É pela janela do vídeo que o espectador entra em contato com uma parcela da sociedade da qual ele desconhece e portanto parece não lhe dizer respeito.

Não é segredo de ninguém que gosto de Racionais MC's, inclusive já postei sobre eles aqui no blog. Foi pela música que tive um contato maior com a realidade de outras periferias, realidades diferentes da minha, mas com problemas semelhantes que tem sua gênese na diferença e na exclusão social.

A periferia está à margem da sociedade não por escolha e sim pela indiferença, quando você vira a cara para os problemas que acredita ser dos outros, está contribuindo para essa marginalidade. Só sentimos os problemas quando eles nos atingem de forma clara, tomemos como exemplo a violência, parece não ser problema meu, até eu ser assaltado e mudar totalmente o meu ponto de vista.

Alguns problemas a gente provavelmente não vai "sentir na pele," como o problema carcerário no Brasil, isto não significa que não nos diga respeito.

Hoje trago um curta/documentário que trata de um problema carcerário peculiar, o filme tem direção, roteiro e pesquisa de Débora Diniz e se chama "A casa dos Mortos".



Sinopse
Bubu é um poeta com doze internações em manicômios judiciários. Ele desafia o sentido dos hospitais-presídios, instituições híbridas que sentenciam a loucura à prisão perpétua. O poema A Casa dos Mortos foi escrito durante as filmagens do documentário e desvelou as mortes esquecidas dos manicômios judiciários. São três histórias em três atos de morte. Jaime, Antônio e Almerindo são homens anônimos, considerados perigosos para a vida social, cujo castigo será a tragédia do suicídio, o ciclo interminável de internações, ou a sobrevivência em prisão perpétua nas casas dos mortos. Bubu é o narrador de sua própria vida, mas também de seu destino de morte.

Referências:

2 comentários:

Rauldenis disse...

É de arrepiar!!! muitos deles não são loucos, mas sim ficaram loucos!!!!

Célio Roberto Pereira disse...

Loucura é o sistema carcerário desse país!

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