Mito, religião e outros cambalachos da humanidade

Tabuinha da Epopéia de Gilgamesh descrevendo o dilúvio em Acádio


"Abandona tuas posses e busca tua vida preservar; despreza os bens materiais e busca tua alma salvar. Põe abaixo tua casa, eu te digo, e constrói um barco. Eis as medidas da embarcação que deveras construir: que a boca extrema da nave tenha o mesmo tamanho que seu comprimento, que seu convés seja coberto, tal como a abóbada celeste cobre o abismo; leva então para o barco a semente de todas as criaturas vivas."


A citação a cima não é uma narrativa bíblica como em primeiro momento pode aparentar, não é a história de Nóe e sim um trecho da narrativa de um rei sumério da antiguidade que teria vivido no século XXVIII a.C, essa narrativa conhecida como Epopéia de Gilgamesh tem seu relato antigo mais preservado datado do século VIII a.C. Mas como um texto tão antigo e de uma civilização não cristã pode ser semelhante as narrativas bíblicas?


A resposta parece não ser fácil e exige um maior esforço que pretendo abordar no próximo post, por hora basta lembrarmos que tão as narrativas de Gilgamesh como as contidas na Bíblia tem caracteríscas míticas e possuam elementos literários específicos com profundo impacto psicológico e moral.

Cabe nessa parte de nossa explanação uma perguta, o que é um mito? O conceito de mito varia de acordo com que o estuda, para historiadores ele tem um sentido diferente do que os literatos costumam abordar ou até mesmo os filósofos, me econtro em um impasse entre a filosofia e a história, mas para encurtarmos este parágrafo diremos por ora que um mito é uma narrativa no sentido de explicar algo, não podemos dizer portanto que o mito é uma mentira e nem tampouco que ele condiz com a realidade, porém há um esforço nos textos míticos e nas narrativas orais no sentido de oferecer uma explicação a determinado fato, como o surgimento do homem por exemplo.

As narrativas míticas mais elaboradas provém da religião que é indissoluvelmente ligada ao mito e repassada de elementos deste. Então mito é religião?

Isso que veremos no próximo post. Até lá!

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