Eu quero ver a ciência explicar o amor!


"A melhor parte da vida de um homem bom: seus pequenos atos, anônimos e esquecidos, de bondade e amor".
(William WordsWorth)

Escrevo esse pequeno texto boquiaberto com a tolice do homem contemporâneo.


Ah! ciência! Essa filha ingrata da Filosofia que roga para si ser a única capaz de produzir uma verdade concreta, maldição dos pragmatistas, vício dos empiristas, quem disse à ciência que ela tudo pode, qual tolo foi o responsável por tal aberração? Se Kant questionou a filosofia por esta se julgar  mãe de todas as ciências, questiono eu a ciência,  essa filha ingrata que recorre tanto à experiência, porém com ela não aprendeu nada.

Eu sempre olhei de canto os filósofos que tentaram definir o que é o amor, enquanto essência de algo, faltou à linguagem dos filósofos aquilo que somente e experiência podia explicar, talvez como diziam os pragmatistas, não há uma essência, há relações e as relações mudam, são transitórias, então por que me nego a acreditar que o amor seja transitório? Quem já amou sem depender da experiência sensível? Alguns me diriam: - Eu amo a Deus e nunca o vi. Realmente pode nunca tê-lo visto, mas suspeito muito da existência de alguém que nasceu sabendo de Deus.

"Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne poeta quando o Amor toma conta dele".

 (Platão)


Para amar é preciso existir, saber da própria existência, se o que amamos são apenas as idéias ou somente as formas não importa, que importa é que amamos, isso ninguém pode duvidar, podem dar outros nomes ao amor, dividi-lo em categorias, até questionar sua existência, dizer que é outra coisa, mas na medida em que ele nos põe em contradição, estamos legitimando sua existência.

A filosofia passou alguns milênios às voltas com o amor, respondeu menos e questionou mais, filósofos amaram, enlouqueceram pelo amor, entregaram-se a poesia, renderam-se nesta luta incessante pela essência das coisas. Então eis que surge a ciência e o progresso tecnológico com a ambição de tomar para sim uma luta que não lhe pertence e nem possuí arma para vencê-la. Há alguma ciência que pode explicar ela mesma? Há alguma ciência que quando necessita lidar com as relações complexas da humanidade não recorra à Filosofia? À Ética, por exemplo?

A ciência é limitada, nem mesmo é um fim para o homem, é um meio de alcançar algo, no entanto, não vejo nenhum meio de se amar somente pela ciência, mais longe ainda vejo como está pode explicar o que é o amor.


"É fácil ganhar dinheiro, se é dinheiro que você deseja. No entanto, com poucas exceções, o que as pessoas querem não é o dinheiro. Querem o fausto, querem amor e admiração". 
(John Steinbeck)


Deixe o amor a serviço daqueles que amam.

"Imagino que para lidar com as diferenças entre nós e as outras pessoas, temos que aprender compaixão, autocontrole, piedade, perdão, simpatia e amor - virtudes sem as quais nem nós, nem o mundo, podemos sobreviver".
(Wendell Berry)

 O mundo sobrevive sem a ciência, mas pode o homem sobreviver sem amor?


Livros de filosofia:


2 comentários:

Gabys disse...

Q texto maravilhoso! Aliás, estou maravilhada c seu site! Hoje em dia são cada vez mais raros blogs com tamanho conteúdo. Já sou sua seguidora!

Falando de amor, prefiro não comentar... eu q sou totalmente passional, sempre troco os pés pelas mãos, o amor é sempre meu céu e meu inferno!rs

Sucesso com o site! Uma ótima semana!

Célio Roberto Pereira disse...

Obrigado Gabys e que bom que gostou do blog, volte sempre. Ah! Sobre o amor, quem sabe trocar os pés pelas mão não faça parte da "essência" desse sentimento.

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