Google Earth ajuda estudo sobre antiga civilização amazônica

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O uso das imagens de satélite disponibilizadas pelo serviço Google Earth teve importância fundamental em um estudo realizado por historiadores e arqueólogos que localizaram vestígios de uma civilização antiga no sudoeste da Floresta Amazônica, próximo à fronteira entre Brasil e Bolívia.

O estudo, realizado por pesquisadores das Universidades Federal do Acre e do Pará e do Instituto Iberoamericano da Finlândia, foi publicado na edição de dezembro do jornal Antiquity. A pesquisa identificou mais de 200 estruturas de terra que estão sendo chamadas de "geoglifos" através do uso de imagens de satélite do Google Earth e de fotos feitas de aviões. Os arqueólogos e historiadores acreditam que as marcas geométricas esculpidas na terra são vestígios de estradas, pontes, fossas, avenidas e praças que serviram de base para uma civilização sofisticada que poderia ter tido uma população de mais de 60 mil pessoas e que teriam vivido em uma área de mais de 250 km entre os anos 1244 e 1378.

Os pesquisadores explicam que as descobertas sobre estes vestígios só vieram à tona nos últimos 30 anos devido às dificuldades de visualização destas marcas. A civilização teria deixado a região há pelo menos 500 anos e desde então a vegetação encobria os vestígios. Mas, nos últimos 30 anos, com o desmatamento, as antigas estruturas se tornaram visíveis, principalmente quando vistas do céu. As primeiras marcas foram visualizadas por um dos pesquisadores em 2006, quando pesquisava imagens na internet através do Google Earth.

No artigo publicado em dezembro, os pesquisadores salientam a importância do uso das imagens do Google, que possibilitaram a identificação exata dos locais dos "geoglifos", possibilitando um estudo mais aprofundado quando em comparação com pesquisas anteriores realizadas na região.

Os "geóglifos" foram encontrados em diferentes locais no leste do estado do Acre, perto da divisa com o estado do Amazonas e da fronteira com a Bolívia, na confluência dos rios Acre e Purus. Os pesquisadores também afirmam que os vestígios encontrados até agora representam apenas 10% do total da área onde esta civilização teria se desenvolvido.

Fonte: Terra.com

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