Uma pausa para refletir



Então passou uma semana e eu não postei praticamente nada no Blog, peço desculpa a todos que passaram por aqui, mas posso dizer que essa paralisação de certa maneira foi boa, uma oportunidade para pensar na minha vida profissional e o que farei dela ano que vem.

Alguns impasses surgiram quanto aos meus horários no serviço público para o ano que vem, pela primeira vez me vi como parte integrante de uma classe, pela primeira vez senti a pressão de defender uma posição clara no espaço público, isso me trouxe algumas dores de cabeça e a necessidade de parar as minhas atividades tanto no Blog como na faculdade, então parei, respirei e pensei em que valores eu estava disposto a deixar de lado pela minha vida profissional, cheguei a conclusão que jamais deixei de lado algo que acredito e não será agora que isso vai ocorrer, defenderei os interesses de minha classe da forma mais transparente possível, ao dizer isso lembro das palavras do professor Celestino que me dizia ser impossível a gente ficar indiferente quanto as mudanças sociais, eu senti isso claramente essa semana, tive que rever alguns pensamentos, mas os meus valores continuam os mesmos.

Percebi também nesses dias o quanto as correntes de pensamento nos influenciam, não estou falando dos pensamentos de qualquer um que tenta dominar o cenário político, estou falando daqueles que realmente pensaram o espaço social e as relações que nele se desenvolve, confesso que fiquei seduzido pelas ideias de Gramsci e da construção do intelectual orgânico, me apaixonei pela forma de como ela se aproximava do meu pensamento, tudo aquilo que acreditei e projetei no campo do pensamento começa a ganhar contornos na vida prática, alguns projetos com mais força, outros sendo desacreditados como o de promover mudanças reais fora da política, sempre tive a convicção de que a política partidária corrompe o homem e faz dele um porta voz dos desmandos, mas agora vejo a necessidade dessa institucionalização, porque é em um mundo rodeado por esse jogo político que a gente tenta algumas mudanças. Quanto a esse assunto ainda prefiro pensar com cautela a título de um projeto mais longo, tenho medo de me decepcionar com a minha própria gente ou de falhar na minha proposta e eles não entenderem, mas aí vem lá no fundo a pergunta: como não entender a exploração, os desmandos e a violência social? Como não seguir os nossos e deixar sermos esmagados por uma mentalidade burguesa e arcaica?

Essas perguntas povoaram minha cabeça essa semana, refleti sobre todas, me sinto melhor e mais convicto, não há coação que supere as convicções de um homem e é assim que a gente se constrói como pessoa e é assim que será junto dos meus que nessa cidade não são poucos, quantos Josés, quantas Marias... São por eles que me mantenho firme e são eles que me sustentam!

Então que venha 2010!

Um comentário:

Anônimo disse...

corrompe o homem e faz dele um porta voz dos desmandos....parece que estou vendo o exemplo perfeito desse homem que nos trouxe tanta esperança por tambem ser concursado,e, agora nos decepcionou....sera que realmente politica é isso??? ou vc ta comigo ou ta fora??? temos que aplaudir mesmo quando estamossendo pisoteados???voltamos a ditadura???

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