Um passeio pelo Egito Antigo



Abu Simbel

por Jerry Camarillo Dunn Jr. - traduzido por HowStuffWorks Brasil






Sendo o maior egoísta e construtor do Egito, Ramsés 2º ergueu mais templos e estátuas - de si mesmo, naturalmente - do que qualquer outro faraó. Sua campanha de autoglorificação funcionou, porque mais de 3.200 anos após sua morte ainda nos lembramos de Ramsés, o Grande.

Seus trabalhos mais impressionantes são os dois templos de rochas em Abu Simbel. Entalhado numa montanha da margem oeste do Nilo, o Grande Templo de Ramsés 2º é protegido por quatro estátuas do faraó. Ele queria impressionar os rebeldes núbios com seu poder, por isso, as estátuas têm aproximadamente 20 m de altura - e estão sentadas. Cada uma delas pesa aproximadamente 1.200 toneladas. As estátuas certamente deixavam os amigos seguros e os inimigos, inseguros.

Dentro do templo existe o salão hipostilo, com o teto apoiado em oito colunas com figuras de, é claro, Ramsés. Mais para dentro, o santuário sagrado é decorado com estátuas de quatro deuses: Rá, Amon, Ptah e Ramsés, que se deificou.

Os engenheiros do faraó construíram o templo com tanta perfeição que todos os anos, nos dias 22 de fevereiro e 22 de outubro (aniversário de Ramsés e de sua coroação), a luz do sol nascente brilha pela entrada do templo, viaja 61m e, como um fogo celestial, ilumina a imagem de Ramsés.

Nos anos de 1960, os templos de Abu Simbel foram colocados em risco pela construção da grande represa de Assuan e pelas águas do lago Nasser, que resultaram dessa obra. Num incrível feito da engenharia moderna, os templos foram tirados do desfiladeiro rochoso, entalhados em blocos maciços (estima-se entre 950 a 2 mil), alguns pesando até 33 toneladas, e recolocados em um lugar mais alto nas redondezas. O templo de Ramsés foi cuidadosamente posicionado no novo lugar de forma que o sol ainda entre no santuário duas vezes por ano.

O Templo de Hator (feito de arenito rosa), a deusa do amor com cabeça de vaca, foi construído em homenagem à esposa favorita de Ramsés: a rainha Nefertari. Seu templo é, com certeza, menor do que o de Ramsés, e muitas das grandes estátuas que o enfeitam representam o poderoso faraó. Ramsés, o Grande, garantiu que seu legado fosse maior do que sua própria vida.


Dendera




Diversas campanhas de escavações realizadas no sítio de Dendera, em particular a realizada por Fliders Pétrie no final do século XIX, demonstram a existência de diversas sepulturas, datadas para algumas da época arcaica. Dendera fica perto dos locais pré-dinasticos de Nagada e Maghara o que ajuda a suster a teoria da existência de actividade desde a época pré-dinastica. Foram encontradas provas de varias passagens da historia do antigo Egipto, como uma estatueta do faraó Pepi I (2270 a. C) e construções feitas no reinado de Tutmósis III (1450 a. C).

Desde da sua descoberta, diferentes estudiosos especularam sobre a datação do templo e do seu Zodíaco, para alguns datava de 15 000 a.C. para outros 12 000, hipóteses que levantaram guerras com o clero, pois consoante a tradição bíblica o mundo existia desde 4 000 a.C.

É evidente que esta euforia inicial deixou lugar a um estudo mais aprofundado e científico sobre a datação do mesmo. O templo do nascimento de Isis construído no reinado de Augusto ( 30 a. C) está construído sobre as fundações de um templo da época ptolemaica do reinado de Nectanébo I (381 a. C) e acabado por Ptolomeu X Alexandre I (107 a. C.), este ultimo apresenta uma orientação Oriente-Ocidente, por sua vez o templo da época de Augusto tem orientação Norte-Sul idêntica a orientação do grande templo de Hathor. No entanto entre um e outro existe uma ligeira inclinação de cerca de 2º 30’.

Doze séculos depois de Ramsés II, Ptolomeu Aulete manda construir um novo templo em Dendera o 16 de Julho 54 a.C. no entanto este morre em 51 a.C. Depois da morte do pai Cleópatra segue César para Roma e volta depois do assassinato deste ultimo, associando como co-regente do trono o seu filho Cesarião, nascido a 27 Junho 47 a.C. durante esta co-regencia e desde 51 a.C, os cartuchos reais não foram preenchidos com o nome do faraó. No templo onde foi encontrado o Zodíaco, também não existem cartuchos reais escritos. Era portanto lógico o Zodíaco datar dessa altura.



As pirâmides de Gizé e a Grande Esfinge

por Jerry Camarillo Dunn Jr. - traduzido por HowStuffWorks Brasil






Das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, somente uma ainda existe: as pirâmides de Gizé. As listas das Sete Maravilhas variam, algumas incluindo todas as pirâmides e outras somente a Grande Pirâmide. A Grande Pirâmide, a maior do Egito, é uma impressionante estrutura concluída há mais de 4.500 anos.

As pirâmides foram construídas por egípcios comuns, não escravos, que trabalhavam
para pagar seus impostos durante o período ocioso após a realização das colheitas

Originalmente, a Grande Pirâmide tinha um revestimento externo de calcário branco brilhante, há muito arrancado e levado para servir como material de construção para a cidade próxima do Cairo. Os blocos lisos eram assentados tão perfeitamente que mesmo a lâmina de uma faca não poderia ser inserida entre eles. Após a conclusão, a pirâmide atingiu uma altura de mais de 145 m (agora diminuída cerca de 9 m, pois o revestimento superior não existe mais).

Construída como uma tumba para Khufu (conhecido dos gregos como Quéops), a Grande Pirâmide está posicionada perto de duas outras de menor tamanho construídas pelo filho de Khufu, Khafre (Quéfrem), e por seu neto, Menkure (Miquerinos). A pirâmide de Quéfrem, no meio, parece ser a mais alta delas, mas isso é uma ilusão criada porque ela foi construída sobre solo mais alto: provavelmente uma ação deliberada da parte de Quéfrem para superar seu pai.

Todas as três pirâmides datam da quarta Dinastia, e cada uma delas foi construída como uma tumba designada a proteger o corpo do rei e evitar que os ladrões de túmulos pilhassem os suprimentos de que o rei precisaria no outro mundo. A estrutura pontuda de cada pirâmide também foi pensada para servir como um ponto de partida para a alma do rei subir ao céu e juntar-se ao rei-sol, Rá.

E, claro, ladrões de túmulos desconhecidos surgiram ao longo dos anos. Um califa do século IX, buscando tesouros, até demoliu uma abertura no lado norte da Grande Pirâmide, o que se tornou a entrada moderna. Hoje, os visitantes entram na estrutura seguindo uma passagem que leva à Grande Galeria, um espaçoso corredor de 8,5 m de altura, e continuam até a Câmara do Rei, cujas paredes são revestidas de sólido granito vermelho. A única coisa que os ladrões de túmulos deixaram para trás na câmara foi o sarcófago quebrado do rei - e isso somente porque ele não passaria pela entrada. Aparentemente ele foi posicionado enquanto a pirâmide ainda estava sendo construída.

O que a maioria dos arqueólogos considerava passagens de ventilação, hoje é considerada "passagem para estrelas." Alguém olha da Câmara do Rei, por exemplo, diretamente através da massa da pirâmide para enquadrar a constelação do Cinturão de Orion (ou o local onde a constelação deveria estar localizada no céu da Antigüidade). Não somente as estrelas de Orion estavam ligadas ao deus Osíris, mas sua aparição no céu ocorria no mesmo período da inundação anual vital do Nilo; assim, Orion tinha um grande significado.

O complexo da ligeiramente menor pirâmide de Quéfrem é o mais completo de todos, com uma passagem elevada que saía do Templo do Vale, onde o corpo do rei era mumificado. Os sacerdotes levaram o corpo pela passagem elevada de 402m de comprimento até seu local de sepultamento na pirâmide. A pirâmide ainda mantém parte de seu revestimento de calcário original no topo, oferecendo uma pista de sua glória radiante. Em contraste, a menor delas, a Pirâmide de Miquerinos, tem enfileirados blocos de granito vermelho ao redor de sua base, um revestimento que nunca foi concluído.




Luxor





A Luxor moderna cresceu a partir das ruínas de Tebas, antiga capital do Império Novo (1550-1069 a.C.) e situa-se a 670 km ao sul do Cairo. A sua riqueza, tanto arquitetônica como cultural, fazem dela a cidade mais monumental das que albergam vestígios da antiga civilização egípcia. O Nilo separa Luxor em duas partes: a margem oriental, outrora consagrada aos vivos, onde encontramos os vestígios dos mais importantes templos consagrados aos deuses da mitologia egípcia, e a margem ocidental, consagrada aos mortos, onde se localizam algumas das mais importantes necrópoles do antigo Egipto, segundas em importância relativamente às existentes no planalto de Gizé, no Cairo, e onde foram feitos alguns dos achados arqueológicos mais significativos da antiga civilização, designadamente o túmulo de Tutankhamon, descoberto em 1922 pelo célebre arqueólogo e egiptólogo inglês Howard Carter.

Na margem Oriental encontra-se:

* O Templo de Karnak, sendo o maior dos templos do antigo Egipto cujos vestígios chegaram até nós, foi dedicado à tríade tebana divina de Amon, Mut e Khonshu, e foi sucessivamente aumentado pelos diversos faraós, tendo levado mais de mil anos a construir. Constitui uma mescla de vários templos fundidos num só. O seu grande destaque é a Grande Sala Hipostila, cujo tecto era suportado por 134 enormes colunas, ainda actualmente existentes, e consideradas como sendo as maiores do mundo.

* O Templo de Luxor, foi iniciado na época de Amenhotep III e só foi acabado no período muçulmano. É o único monumento do mundo que contém em si mesmo documentos das épocas faraónica, greco-romana, copta e islâmica, com nichos e frescos coptas e até uma Mesquita (Abu al-Haggag).

* Museu de Luxor, é um belo e interessante museu ainda que pequeno. Foi inaugurado pelo ex-Presidente francês Valéry Giscard d'Estaing em 1974. Possui uma importante colecção de todas as épocas do Egipto Antigo. Uma sala aberta recentemente contém as últimas descobertas arqueológicas do Templo de Luxor.

Na margem Ocidental encontram-se:

* O Vale dos Reis, principal necrópole real do Império Novo do antigo Egito, possui 62 túmulos dos faraós desse período e também os túmulos dos faraós Tutankamon, Ramsés IX, Seti I, Ramsés VI e o de Horemheb. Ainda hoje se continuam a retirar jóias dos túmulos dos filhos de Ramsés II. Os túmulos aí existentes designam-se pelas siglas KV (significando Kings Valley, em português vale dos reis) seguidas de um número, sendo este atribuído consoante a ordem cronológica da descoberta de cada túmulo. No total existem 62 túmulos, sendo o mais importante precisamente o número 62, o do Faraó Tutankhamon, mais pelo espólio do achado do que porventura a importância do faraó. Em 1994 os arqueólogos começaram a escavar o túmulo KV5, considerado pouco importante até então. Encontrou-se o maior e mais complexo túmulo do Vale dos Reis. Julga-se ter encontrado o túmulo dos 52 filhos de Ramses II. Até agora foram descobertos uma sala com 16 colunas, vários corredores e mais de 100 câmaras. Apesar de não terem sido encontrados tesouros, foram no entanto recuperados do entulho milhares de artefatos. Os trabalhos arqueológicos, ainda longe do fim, prolongar-se-ão por vários anos antes de se abrir o túmulo ao público.

* O Vale das Rainhas, onde se destacam os túmulos do Príncipe Amenkhepchef, da Raínha Ti e o da Raínha Nefertari, esposa do "super" Faraó Ramses II. Este último, foi aberto ao público em 1995. No entanto, a entrada neste túmulo está actualmente vedada ao público para conservação dos hieróglifos, recentemente restaurados. Este túmulo dispõe de alguns dos mais bem conservados e coloridos hieróglifos egípcios.

* O Templo mortuário da Raínha Hatshepshut, o seu estilo arquitectónico é único. Foi projectado e construído por Senenmut, arquitecto da Rainha Hatshepsut. Esta Raínha (18ª Dinastia) governou como um autêntico faraó sendo assim considerada a 1ª mulher chefe do Governo na História. Este templo constitui uma visão impressionante, tendo sido talhado parcialmente na rocha, e a visão do mesmo funde-se na grandeza da encosta calcária que lhe serve de apoio. O templo foi posteriormente alterado por Ramses II e pelos seus sucessores, e mais tarde os cristãos transformaram-no num mosteiro (daí o nome Deir al-Bahri, que significa "Mosteiro do Norte"). Próximo ao templo principal situam-se as ruínas do Templo de Montuhotep II, Faraó da 11ª Dinastia que unificou o Egipto, e o Templo de Tutmósis III, sucessor da Rainha Hatshepsut.

* O Vale dos Nobres, contém vários túmulos, as paredes destes túmulos estão decoradas com cenas da vida quotidiana. As mais famosas são as dos túmulos de Ramose, de Najt e de Mena.

* O Templo de Medinet Habu, tal como o Templo de Karnak, este Templo é compreendido por vários outros templos, a começar pelo Ramsés III.

Informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Luxor



Sacara






Sacara, Sacará ou Saqqara é o nome de um sítio arqueológico do Egipto, que funcionou como necrópole da antiga cidade de Mênfis, uma das várias capitais que o Antigo Egipto conheceu ao longo da sua história. Situa-se a cerca de trinta quilómetros a sul da moderna cidade do Cairo, apresentando uma área com mais de seis quilómetros de comprimento e um quilómetro e meio de largura. No local encontram-se estruturas funerárias de um período que se estende desde 3000 a.C. até 950 d.C.

O nome "Sacara" deriva de Sokar, nome de um deus da mitologia egípcia considerado como protector da necrópole e que junto com o deus Ptah e o deus Nefertum formava a tríade (agrupamento de três divindades) de Mênfis. Alternativamente, há também quem procure relacionar este nome com o de uma tribo que ali viveu no passado, os Beni Sokar.

Atualmente foi descoberto um túmulo,ao qual se encontravam os restos mortais da rainha Shesheti (2323-2291 a.C.).Foi afirmado que a tumba que continha os restos mortais dentro de um sarcófago de granito,foi muito saqueada ao longo dos séculos.O túmulo foi encontrado perto de uma pirâmide descoberta a pouco tempo.A rainha Shesheti, mãe do rei Teti do egito, foi a primeira faraó da 6ª dinastia a governar o

Na região norte de Saqqara ("Saqqara Norte" na linguagem arqueológica) foram descobertos a partir dos anos trinta do século XX um conjunto de túmulos de grande dimensões datados da Época Arcaica ou Tinita (período histórico constituído pela I e II dinastias).

A descoberta destes túmulos gerou certa perplexidade no meio egiptológico, dado que foram considerados como túmulos reais. Na época já se conheciam os túmulos reais da I dinastia em Abido, tendo sido avançada a hipótese de que em Sakara estariam os verdadeiros túmulos reais e em Abido uma espécie de cenotáfios. Contudo, hoje em dia considera-se que estes túmulos eram de altos funerários da época.

Os túmulos encontrados correspondem ao tipo mastaba, encontrando-se alinhados no sentido norte-sul. Foram construídos em adobe, apresentando fachadas que imitam a fachada de um palácio real.

Saqqara é conhecida por nela se encontrar o complexo funerário de Djoser, rei da III dinastia egípcia, com a sua conhecida pirâmide em degraus (ou escalonada), embora esta estrutura, data de cerca de 2630 a.C., não seja verdadeiramente uma pirâmide. O arquitecto do rei, Imhotep, levantou no local uma mastaba quadrangular, sobre a qual se ergueram, numa primeira fase, três andares e depois, mais dois. A estrutura acabou assim por apresentar seis "degraus", atingindo cerca de sessenta metros de altura.

A mastaba apresentava o poço funerário habitual cavado no centro. Ao lado deste jazigo encontram-se outros aposentos funerários destinados a familiares do rei, cujas paredes estão cobertas por placas azuis.

O complexo inclui também um pátio ao ar livre, onde se celebrava a festa Sed, através da qual se pretendia renovar a força vital do soberano graças à realização de uma série de rituais. A norte do pátio estão dois edíficios que representam o Alto Egipto e o Baixo Egipto. Também na zona norte se encontra o serdab, nome árabe que designa uma pequena capela funerária onde se colocava uma estátua do defunto. Ali foi encontrada uma estátua do rei que se encontra hoje no Museu Egípcio do Cairo.

O complexo encontra-se rodeado por uma muralha com dez metros de altura, que apresenta catorze portas falsas e uma verdadeira.

Em Saqqara também se encontra o complexo funerário de Sekhemkhet, o sucessor de Djoser. Situado a sudoeste do complexo de Djoser, este complexo não chegou a ser concluído devido à morte prematura do rei. O núcleo central era uma pirâmide com sete degraus, estando o complexo cercado por uma muralha. Debaixo da câmara funerária (onde se encontrou um sarcófago, mas sem um corpo dentro) existiam também galerias. As semelhanças deste complexo com o do rei Djoser leva alguns investigadores a considerar que ele pode também ter sido concebido por Imhotep.

Serapeum é a denominação atribuída a um necrópole a noroeste do complexo de Djoser onde se sepultaram os bóis sagrados Ápis em grandes sarcófagos de granito. Esta estrutura, que consiste numa série de galerias subterrâneas, foi descoberta pelo egitólogo francês Auguste Mariette e foi usada entre o tempo da XVIII dinastia (talvez desde o reinado de Amen-hotep III) e a era ptolemaica.

Na parte norte de Saqqara situa-se outra necrópole para animais sagrados, onde se encontraram babuínos, falcões e íbis mumificados; as mães dos touros Ápis foram também sepultadas na área. A partir da Época Baixa (século VII - século III a.C.) verificou-se um crescimento da importância religiosa destes animais, tendo sido contruído nesta zona de Saqqara templos dedicados ao culto dos animais, acompanhados de estruturas residenciais para os sacerdotes.

Saqqara foi também um centro de devoção à deusa Bastet, como revelam as milhares de múmias de gatos que foram encontradas no sítio.

No final do século V d.C. foi fundado um mosteiro copta em Saqqara por Apa ("pai") Jeremias. À medida que a comunidade cresceu, construiram-se capelas, igrejas e outros edíficios, recorrendo aos materiais que se encontram na zona. O mosteiro deixou de funcionar em meados do século IX.


Referências gerais dos locais: http://www.hsw.uol.com.br/ http://pt.wikipedia.org
http://www.mundi.com.br

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