Pátria amada, Brasil!

Hoje eu acordei cedo porque a ideia desse post me incomodou a noite inteira. Como o meu passeio de domingo havia sido boicotado pelo tempo que de manhã ficou feio e a tarde fez um sol maravilhoso, resolvi andar um pouco pela cidade, quem dera não tivesse ido, ao ir no chamado Morro da Cruz olhar a vista da cidade, relembrei mais uma vez a condição das pessoas que moram lá por perto e vi novamente como alguns metros de subida fazem a gente esquecer dos irmãos, olhar os barracos sobre os barrancos e sentir a angústia e a revolta tomar conta, descer alguns metros e me deparar com belas casas e perceber o sentimento mudar: é raiva mesmo, dessa enlouquecedora que faz a gente sair por aí colocando a culpa das desigualdades sociais em Deus e todo mundo.

Mas hoje não vou fazer isso, não vou culpar os da grana que moram no pé do morro, nem o governo por não dar assistência as famílias, nem você que está sentado lendo este post e perguntando: - O que eu tenho a ver com isso?

Hoje não é dia de culpar ninguém, afinal é o dia que a Pátria se tornou independente, é dia de lembrarmos que somos brasileiros sem ter jogo de futebol ou carnaval, é dia de muitos fazerem papel de chato escrevendo textos com esse pois ninguém liga, o país está no oba oba mesmo.

Como eu disse, alguns metros de morro fazem a gente esquecer que existem outras realidades e é preciso deixar de lado o "cada um por si", hoje vamos lembrar que somos brasileiros mas realmente é preciso saber que tipo de brasileiros somos, milhões de analfabetos, milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza. As pessoas vivendo tão próximas de Deus no Morro da Cruz e mais próximas ainda da miséria.

E eu ainda querendo passear no domingo.

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