10 Lugares no Brasil reconhecidos como Patrimônio Mundial da Humanidade

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Parque Nacional do Jaú








O Parque Nacional do Jaú é o maior Parque Nacional do Brasil e o maior Parque do mundo em floresta tropical úmida contínua e intacta. O Parque Nacional do Jaú está localizado nos municípios de Novo Airão e Barcelos, a 220 km de Manaus/AM, em linha reta. Sua denominação deriva de um dos maiores peixes brasileiros, o Jaú (do tupi, ya'ú), que também cede seu nome ao principal rio do Parque.

Uma das peculiaridades mais extraordinárias do Parque Nacional do Jaú é o fato de ser esta a única Unidade de Conservação do Brasil que protege totalmente a bacia de um rio extenso (aprox. 450 km) e volumoso - rio Jaú preservando ecossistemas de águas pretas.

Este Parque constitui uma importante amostra dos ecossistemas amazônicos.

Os estudos botânicos desenvolvidos no PNJ catalogaram até o momento cerca de 400 espécies de plantas. Várias destas espécies estão restritas a determinados ambientes encontrados no Parque. As matas de igapó e as matas de terra firme possuem composições de plantas totalmente diferentes. Espécies como a macaricuia e o macucu do igapé são encontrados exclusivamente em matas inundadas.

Os pesquisodores têm encontrado uma rica fauna no PNJ, comparável a várias Unidades de Conservação da Amazônia.

Até o momento, foram catalogados 263 espécies de peixes nos limites do PNJ, sendo que algumas não eram conhecidas pela ciência. Este número representa uma boa parte da ictiofouna descrita na Bacia do Rio Negro (500 espécies), reforçando a validade do Parque como área de proteção na Amazônia.

O PNJ é o único Parque do Brasil que protege toda a bacia de um rio de água preta, o rio Jaú. Os rios, lagos e igarapés no PNJ são muito importantes para a flora e a fauna. As algas produzidos neste sistema formam a base da cadeia alimentar que inclui peixes, aves e mamíferos, inclusive o homem. Os fatores que determinam a produção de algas, como luz, temperatura e nutrientes dissolvidos no água, variam de acordo com o tamanho do curso da água. Por exemplo: a quantidade de luz é menor em pequenos igarapés do que em lagos, devido a interceptação dos raios solares pelas árvores das margens.

No PNJ existem ambientes representativos dos ecossistemas amazônicos. As matas de igapós que margeiam os cursos de água preta e são inundados periodicamente durante o ano. Já as matas de terra firme se encontram em terrenos de maior elevação e quase nunca são inundadas.
Outros ambientes como compinaranas, capoeiras e buritizais têm uma distribuição restrita dentro do Parque.

Informações: http://www.ibama.gov.br/



Ouro Preto










Cidade que conta com o maior conjunto homogêneo de arquitetura barroca do Brasil, Ouro Preto é uma jóia encravada nas montanhas de Minas. No auge do ciclo do ouro, foi construída por artistas e escravos, inspirados nos modelos europeus, criando um estilo nacional diferenciado. Com a diminuição da atividade garimpeira, no final do século 18, a cidade mudou suas principais características: de grande centro econômico da mineração para sede administrativa do governo.

Se para a economia do município tais mudanças foram grandes, seu patrimônio histórico agradece a distância da modernização do século 20. Em 1938, o poeta Manuel Bandeira escreveu: "Não se pode dizer de Ouro Preto que seja uma cidade morta. (...) Ouro Preto é a cidade que não mudou, e nisso reside seu incomparável encanto". Nesse mesmo ano a cidade foi tombada como Patrimônio Nacional, num movimento nacional de proteção à memória cultural que começara com os integrantes do movimento modernista, ainda na década de 1920, e culminou com a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), em 1937. Em 1933, Ouro Preto foi considerada "Monumento Nacional" e, em 1980, veio o reconhecimento internacional: a cidade foi declarada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Da visita do poeta Manuel Bandeira até hoje muita coisa mudou. Algumas mudanças foram inevitáveis, devido ao desenvolvimento natural que a cidade obteve. Entretanto, tais mudanças não alteraram a principal característica da cidade: a impossibilidade de passar pelas ruas da cidade sem experimentar a emoção de uma viagem no tempo, de uma volta ao passado.

Informações: http://www.ouropreto.mg.gov.br/pmopturismo/informacoes/



Olinda






O povoado de Olinda foi fundado em 1535 por Duarte Coelho Pereira, sendo elevado a vila em 12 de março de 1537. Olinda era sede da capitania de Pernambuco, mas foi incendiada pelos holandeses que transferiram a sede para o Recife.
Em 1637 foi elevada à categoria de cidade, voltando a ser capital de Pernambuco em 1654 quando os portugueses retomaram o poder e expulsaram os holandeses. Em 1837, perde de vez o título de capital para o Recife.

Além de sua beleza natural, Olinda é também um dos mais importantes centros culturais do país. Declarada, em 1982, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, Olinda revive o esplendor do passado todos os anos durante o Carnaval, ao som do frevo, do maracatu e outros ritmos irresistíveis.

Dona do maior carnaval do mundo (foto), as ladeiras de Olinda enchem-se de fantasias e cores durante os quatro dias de folia. A brincadeira é acompanhar as troças carnavalescas, carnaval de Olinda, Pernambuco clubes de frevo, maracatus, afoxés, bonecos gigantes e qualquer outro batuque que por ali passar. O que vale é participar da festa.

Com o título de Patrimônio Mundial da Humanidade e berço da cultura brasileira, Olinda é pura beleza e arte nas ruas de seu sítio histórico, inspiração para vários artistas plásticos que escolheram a cidade para montarem ateliês, galerias e museus. Foi a primeira capital de Pernambuco e deve ser também um dos primeiros lugares a serem visitados quando se chega ao Estado.

Enfeitada por igrejas, seminários e casarios, a cidade atrai visitantes de todas as partes do mundo. Quem chega a Olinda se encanta.

Os guias mirins são ótimas companhias para conhecer Olinda. Explicam de forma rimada e muito engraçada toda a história da cidade. Com eles, poderá se conhecer os Mercados da Ribeira, do Varadouro, o Mirante do Alto da Sé, o Seminário, o Museu de Arte Sacra, entre outras construções que levam o visitante ao passado.

O circuito das igrejas também merece um destaque especial. Existem inúmeras delas, dedicadas aos mais diferentes santos, além dos nichos espalhados pela cidade, que contam a trajetória de Jesus até o calvário.

Informações: http://www.viagemdeferias.com/recife/olinda/
http://www.blogger.com/www.olinda.pe.gov.br



São Miguel das Missões






Os povos missioneiros se organizaram num conjunto de Trinta Reduções em território pertencente à Espanha, hoje Argentina, Brasil e Paraguai. No atual território do Rio Grande do Sul, os jesuítas iniciaram sua obra em 1626, frustrando-se tal iniciativa devidos aos ataques dos bandeirantes. Retornaram em 1682 fundando os históricos Sete Povos das Missões. Pela magnitude de seu significado São Miguel das Missões foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade em 1983.

Quem alguma vez abriu um livro de História do Brasil deve se lembrar dos jesuítas - padres portugueses e espanhóis que, na América descoberta, organizavam comunidades com o objetivo de catequizar os índios. Além de ter sido importante no Rio Grande do Sul, o movimento se estendeu à Argentina e ao Paraguai.

No Brasil, a partir de 1636, esses povoados sofreram fortes ataques dos bandeirantes paulistas que buscavam escravos. Em 1638, acabaram migrando para o outro lado do rio Uruguai. Os padres jesuítas só retornaram a São Miguel Arcanjo em 1687, quando fundaram os Sete Povos das Missões. O conjunto de aldeamentos indígenas do noroeste gaúcho incluía também São Lourenço Mártir, São João Batista e São Nicolau, São Borja, São Luís Gonzaga e Santo Ângelo.

A construção do complexo arquitetônico ainda existente em São Miguel foi realizada após o retorno. O sítio arqueológico é formado por igreja, sacristia, cruz missionária, colégio, oficinas, quinta e cemitério, além de um museu.

A antiga igreja é, sem dúvida, o que mais chama a atenção no local. Seus blocos de arenito percorreram 20 quilômetros para chegar ali, onde passaram dez anos sendo empilhados para dar o formato de cruz latina que diferencia o edifício das demais igrejas missionárias. O projeto foi assinado pelo italiano Gian Batista Primolli, que se mostrou bastante antenado com as novidades da arquitetura européia da época ao desenhar sua obra barroca.

O sino que badalava na torre principal da igreja descansa hoje no Museu das Missões, instalado em uma casa inspirada nas habitações dos missioneiros. O museu abriga ainda cerca de cem imagens religiosas confeccionadas pelos índios e que antes decoravam o templo.

Para entender mais sobre São Miguel, um vídeo é exibido aos visitantes de hora em hora, na sacristia. À noite, um espetáculo de som e luz conta a história das missões.

O sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo é o único patrimônio histórico-cultural do sul do Brasil reconhecido pela Unesco.

Informações: http://vidaeestilo.terra.com.br/turismo
www.saomiguel-rs.com.br/Prefeitura/



Parque Nacional do Iguaçu







André Rebouças, engenheiro do Império (II Reinado), já em 1876 sugeriu a criação de um Parque Nacional que contemplasse desde as Sete Quedas d Paraná até as Cataratas d Iguaçu, abrigando uma grande e importante área de florestas do oeste paranaense. "Desde a foz do rio Ivaí até do Iguaçu, rio Paraná reúne toda as gradação possível do bel a sublime, do pitoresco ao assombroso! Formando uma prodigiosa escala de menor a maior e de maior a menor até o magnífico salto do Iguaçu" escreveu Rebouças. No ano de 1916, Santos Dumont, impressionado com a beleza das cataratas, solicitou pessoalmente ao presidente da Província do Paraná a transformação do local em área pública. Nesse mesmo ano, um decreto estadual declarou a área de utilidade pública. Em 1930, outro decreto ampliou a área desapropriada e repassou-a ao governo federal com o objetivo expresso de transformá-la em Parque Nacional. Baseado neste decreto, o presidente Getúlio Vargas, em 1939, criou o Parque Nacional do Iguaçu com ínfimos 3.300 ha, porém, logo em 1944, o parque foi ampliado abrangendo praticamente os limites atuais, os quais estabelecidos em definitivo pelo Decreto Nº86.676 em dezembro de 1981.

Historicamente foi cenário das missões jesuítas para a catequese dos Tupi-Guaranis, posteriormente os Bandeirantes paulistas expulsaram os jesuítas espanhóis, permanecendo assim sob o domínio de Portugal toda aquela região. A área abriga grande quantidade de sítios arqueológicos. A origem da palavra Iguaçu é indígena-guarani e significa "água grande". . O Parque Nacional do Iguaçu foi incluído na "lista do Patrimônios Naturais da Humanidade", em Novembro de 1986.

Informações: http://www.ibama.gov.br/



Parque Nacional Serra da Capivara







A criação do Parque esta associada a preservação de um meio ambiente específico e de um dos mais importantes patrimônios culturais atualmente conhecidos no país. Após estudos feitos por especialistas da Missão Franco-Brasileira ressaltando a relevância da área, vários segmentos da sociedade colaboraram para a criação do mesmo (comunidade e instituições).

A região como um todo apresenta aspectos arqueológicos bastante significativos e teve em outras épocas a presença de povos indígenas que foram dizimados pelos colonizadores espanhóis e portugueses. O parque foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, em função do acervo arqueológico ali encontrado, cerca de 460 sítios já foram cadastrados. No sítio do Boqueirão da Pedra Furada, foram feitas as mais antigas datações que atestam a presença do homem no continente Americano: 48 mil anos atrás.

Informações: http://www.ibama.gov.br



Centro Histórico de São Luís






Chegar a São Luís sempre significou desafiar as águas dos rios Anil e Bacanga, que desembocam no profundo Golfão Maranhense, e da baía de São Marcos. A estratégica posição geográfica da cidade, próxima à Europa, transformou-a em local de contínuas invasões e conquistas.

Foi em São Luís que os azulejos passaram a ser comumente usados como revestimento exterior das construções. As intensas chuvas tropicais que desaguam de janeiro a junho provocavam rápida degradação no casario. Para minimizar o problema, as fachadas passaram a ser revestidas de azulejos, trazidos de Portugal. Essa prática, que se iniciou por volta de 1778 e alcançou o século XIX, influenciou a arquitetura portuguesa.

São Luís tornou-se Patrimônio da Humanidade em 1997, porque reuniu nos séculos de vida diferentes experimentos políticos, religiosos e urbanísticos. A arquitetura, que chegou a influenciar Lisboa, e a intelectualidade de literatos, que foram fundamentais na formação do imaginário do povo brasileiro, são elementos que fazem de São Luís espaço ímpar da cultura brasileira.

Paralisada durante a primeira metade do século XX por causa do assoreamento do porto e sua decadência, São Luís conseguiu conservar legado arquitetônico, literário e humano, dotado de uma significação excepcional e um patrimônio monumental único no gênero, acumulado ao longo de três séculos de história.

Informações: http://www.scipione.com.br/
http://www.blogger.com/www.saoluis.ma.gov.br/
http://www.cidadeshistoricas.art.br/saoluis/sl_his_p.php



Diamantina


Conforme disse nosso amigo Adenilson essa paisasgem é da Chapada Diamantina - BA

E essa Também!


Terra de Juscelino Kubistchk, que foi Prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas e Presidente da República, o antigo Arraial do Tijuco nasceu ao tempo das atividades bandeirantes e sertanistas, que vasculharam o território das Gerais à procura de ouro e pedras preciosas. Foi grande pólo do Ciclo Diamantino, e até hoje as atividades de mineração constituem a base de sua economia. Destacado centro cultural de MInas, a ele se referiu Saint Hilaire com palavras elogiosas. A ocupação de toda a região se deu a partir do surto minerador. O descobrimento de riquezas minerais nessa região, denominada pelos indígenas de Ivituruí (montanhas frias) e rebatizada por aventureiros brancos de Serro Frio, verificou-se em 1702 pelos bandeirantes Antônio Soares e Manuel Corrêa Arzão. O arraial do Tijuco foi fundado em 1713, desenvolvendo-se após a descoberta de diamantes nas suas proximidades, nos anos vinte do séc. XVIII. Em 1729, o governo da capitania comunicou à Coroa a descoberta e, a partir daí, a metrópole adotou uma política altamente arbitrária, com monopólio sobre as jazidas, que durou até 1845. Em 1831, o arraial do Tijuco tornou-se Vila de Diamantina,elevada, em 1835 à categoria de cidade. Em Diamantina desenvolveu-se a elite mais requintada de toda a sociedade colonial mineira. O cultivo do teatro, da música e das artes em geral tornou-se característica marcante do diamantinense. Suas festividades religiosas e populares constituem, até hoje, atração para os que visitam a cidade. O acervo arquitetônico - colorido e alegre - compõe, juntamente com as montanhas, um dos conjuntos paisagísticos mais belos de Minas. Foi tombado pelo Patrimônio Nacional, em 1938.

Informações: http://www.diamantina.com.br/



Pantanal Matogrossense






O Pantanal Sul - Matogrossense é a mais extensa área úmida contínua do planeta, compreendendo aproximadamente 200 mil quilômetros quadrados de superfície. Tal região, maior do que os Estados de Pernambuco ou Santa Catarina, é uma imensa planície de áreas alagáveis, sendo todo ela parte da bacia do rio Paraguai. Na vazante do Mar Xaraés, imenso mar interior, a área concentra alimentos naturais que irão sustentar toda sua flora e fauna. É o período em que verdejam extensas e vigorosas pastagens.

O Parque incorporou a antiga Reserva do Cara-cará, a qual na década de 80 foi base de operações no combate à ação dos caçadores de jacarés, e praticamente dobrou seu território com a compra de uma antiga fazenda de gados, que foi inundada em consequência das transformações da região, por ações antrópicas diversas. A região era também ocupada por índios Guatos. Provavelmente os primeiros ocupantes pantaneiros foram os espanhóis vindos da Bolívia por volta de 1550. As lendas mais correntes são as do minhocão (uma enorme serpente aquática que derruba os barrancos dos rios), das lagoas que se enfurecem com a presença de pessoas gritando e histórias de onças, sucuris e aventuras de caça e pesca.

Informações: http://www.ibama.gov.br



Reservas do Cerrado






A área nuclear ou core do Cerrado está distribuída, principalmente, pelo Planalto Central Brasileiro, nos Estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, parte de Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal, abrangendo 196.776.853 ha. Há outras áreas de Cerrado, chamadas periféricas ou ecótonos, que são transições com os biomas Amazônia, Mata Atlântica e Caatinga.

Os Cerrados são, assim, reconhecidos devido às suas diversas formações ecossistêmicas. Sob o ponto de vista fisionômico temos: o cerradão, o cerrado típico, o campo cerrado, o campo sujo de cerrado, e o campo limpo que apresentam altura e biomassa vegetal em ordem decrescente. O cerradão é a única formação florestal.

O Cerrado típico é constituído por árvores relativamente baixas (até vinte metros), esparsas, disseminadas em meio a arbustos, subarbustos e uma vegetação baixa constituída, em geral, por gramíneas. Assim, o Cerrado contém basicamente dois estratos: um superior, formado por árvores e arbustos dotados de raízes profundas que lhes permitem atingir o lençol freático, situado entre 15 a 20 metros; e um inferior, composto por um tapete de gramíneas de aspecto rasteiro, com raízes pouco profundas, no qual a intensidade luminosa que as atinge é alta, em relação ao espaçamento. Na época seca, este tapete rasteiro parece palha, favorecendo, sobremaneira, a propagação de incêndios.

A típica vegetação que ocorre no Cerrado possui seus troncos tortuosos, de baixo porte, ramos retorcidos, cascas espessas e folhas grossas. Os estudos efetuados consideram que a vegetação nativa do Cerrado não apresenta essa característica pela falta de água – pois, ali se encontra uma grande e densa rede hídrica – mas sim, devido a outros fatores edáficos (de solo), como o desequilíbrio no teor de micronutrientes, a exemplo do alumínio.

O Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade com a presença de diversos ecossistemas, riquíssima flora com mais de 10.000 espécies de plantas, com 4.400 endêmicas (exclusivas) dessa área.. A fauna apresenta 837 espécies de aves; 67 gêneros de mamíferos, abrangendo 161 espécies e dezenove endêmicas; 150 espécies de anfíbios, das quais 45 endêmicas;120 espécies de répteis, das quais 45 endêmicas; apenas no Distrito Federal, há 90 espécies de cupins, mil espécies de borboletas e 500 espécies de abelhas e vespas.

Até a década de 1950, os Cerrados mantiveram-se quase inalterados. A partir da década de 1960, com a interiorização da capital e a abertura de uma nova rede rodoviária, largos ecossistemas deram lugar à pecuária e à agricultura extensiva, como a soja, arroz e ao trigo. Tais mudanças se apoiaram, sobretudo, na implantação de novas infra-estruturas viárias e energéticas, bem como na descoberta de novas vocações desses solos regionais, permitindo novas atividades agrárias rentáveis, em detrimento de uma biodiversidade até então pouco alterada.

Durante as décadas de 1970 e 1980 houve um rápido deslocamento da fronteira agrícola, com base em desmatamentos, queimadas, uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos, que resultou em 67% de áreas do Cerrado “altamente modificadas”, com voçorocas, assoreamento e envenenamento dos ecossistemas. Resta apenas 20% de área em estado conservado.

A partir da década de 1990, governos e diversos setores organizados da sociedade debatem como conservar o que restou do Cerrado, com a finalidade de buscar tecnologias embasadas no uso adequado dos recursos hídricos, na extração de produtos vegetais nativos, nos criadouros de animais silvestres, no ecoturismo e outras iniciativas que possibilitem um modelo de desenvolvimento sustentável e justo.

As unidades de conservação federais no Cerrado compreendem: dez Parques Nacionais, três Estações Ecológicas e seis Áreas de Proteção Ambiental.

Informações: http://www.ibama.gov.br/

Referência geral da lista de locais: http://portal.iphan.gov.br/

4 comentários:

Adenilson disse...

Ótimos e belos lugares, mas uma correção: as fotos de paisagem de Diamantina(MG) são na verdade do parque da Chapada Diamantina (BA).

Itamar (japa) disse...

lindos lugares mesmo...

a Praia do ROSA em Santa Catarina também é...

http://curtolitoralcatarinense.blogspot.com/2009/08/praia-do-rosa-1-parte.html


abraço

Célio Roberto Pereira disse...

Já corrigi o post, valeu Adenilson.

Day disse...

Estive por aqui e fiquei muito feliz com que o vi. Tem de tudo por aqui, isso que é ter opinião.
Parabéns!

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